A Lance Livre Esportes desenvolve suas atividades desde 1988 quando foi criada, com escolinhas de basquete, vôlei e futsal para crianças e adolescente, formando atletas para as seleções de Brasília e Brasileira.
André Mellin e Vitor Melo são convocados para a Seleção Brasileira Sub-15 e participam da primeira fase de treinamento para o Campeonato Sul-Americano, em outubro, na Colômbia
Os atletas Vitor Costa Melo, do Vizinhança, e Andre Mellin Seixas Silva, do Lance Livre/Minas Brasília, foram convocados para a Seleção Brasileira Sub-15. Os dois participam da primeira etapa de treinamento para o 23º Campeonato Sul-Americano da categoria em outubro, na Colômbia. Vitor e Andre fizeram parte da seleção do DF que conquistou o bronze do Campeonato Brasileiro Sub-15 da Divisão Especial de 2009, em outubro.
Atletas, principalmente os de alto rendimento, sofrem com as cobranças, que podem até atrapalhar seu desempenho. Orientação de especialistas ajuda a resolver o problema.
Jovens atletas participam do Lance Livre Basketball Camp, uma clínica com Miura, Ratto e outros profissionais da modalidade.
// Aos 15 anos, o pivô Thiago Randazzo, do Lance Livre Minas Brasília, comemora a boa fase na carreira e a convocação para a Seleção Brasileira Sub-16. Em setembro, ele volta ao time do Brasil, no sub-15
Luiz Roberto Magalhães
Valério Ayres/Esp. CB/D.A Press
Nos últimos três anos, o basquete, impulsionado pelo título de campeão brasileiro em 2007 do Universo BRB e por duas finais consecutivas no torneio nacional da equipe em 2008 e 2009, tem se tornado uma febre na capital. Nesse sentido, a nova geração de jogadores candangos está repleta de motivação. E nessa safra, um, em especial, está rindo à toa.
Aos 15 anos e do alto de seus quase dois metros, o curitibano Thiago Randazzo, radicado em Brasília desde um ano, vive o ápice de sua carreira. Entre 17 e 21 de junho, o pivô disputou, em Mendoza, na Argentina, a Copa América da categoria sub-16, com a Seleção Brasileira. O país retornou com um modesto quinto lugar, mas, para Thiago, a competição foi a realização de um sonho. “Vestir a camisa da Seleção Brasileira é a melhor coisa que existe”, resumiu. “Eu nunca tinha jogado fora do país e só de saber que você está representando o Brasil no meio de tanto atletas do país que poderiam estar ali é fantástico. Foi maravilhoso fazer parte dos 12 jogadores”, continuou Thiagão, como foi chamado na Seleção na qual atuou como titular em várias partidas.
O pai de Thiago, o empresário Sabatino Randazzo, conta que o filho teve que fazer uma verdadeira peregrinação esportiva antes de seu destino cruzar de vez com o basquete. “Com 11 anos, ele tinha 106 quilos (distribuídos em cerca de 1,80m). Eu, desesperado, tratei de colocá-lo para fazer esporte. Ele tentou o futebol e não deu certo. Foi para a natação, judô, tênis, squash, caratê e não se adaptou em nenhum. Aí, um dia, com 12 anos, ele me pediu uma bola de basquete. Depois, pediu um tênis. E aí deslanchou no basquete”, contou.
De fato, Thiago é um jovem promissor. Em competições que disputou com seu clube, o Lance Livre Minas Brasília, tanto em Brasília quanto em outros estados, ele sempre foi destaque dos torneios, sendo escolhido, diversas vezes, como o melhor pivô da competição. Além disso, sua técnica apurada o permite atuar em várias categorias. Tanto que ele treina no Lance Livre em times sub-15, sub-16 e sub-17. Só na semana passada, ele conquistou os títulos de campeão brasiliense nas categorias 15 e 17 anos e juntou mais triunfos à coleção de medalhas (veja quadro).
SELEÇÃO BRASILEIRA
Depois de estrear na Seleção Brasileira na Copa América, pela categoria sub-16, Thiago Randazzo se prepara, agora, para defender o Brasil no Campeonato Sul-Americano da categoria sub-15. A competição ocorrerá entre 28 de setembro e 4 de outubro, em San Andrés, na Colômbia.
Vestir a camisa da Seleção Brasileira é a melhor coisa que existe. Saber que você está representando o Brasil é fantástico
Thiago Randazzo, referindo-se à primeira experiência no time do Brasil, pela categoria sub-16
Mudança de estilo
O técnico Ricardo Oliveira, que há 21 anos trabalha como treinador de basquete na capital, comanda os treinos da equipe sub-17 da Lance Livre Minas Brasília e conta com as habilidades de Thiago Randazzo, mesmo ele tendo apenas 15 anos.
Para o treinador, o talento do pivô permite que ele atue em diversas categorias. “Como ele é muito talentoso, ele não treina e joga só na sub-15, mas na sub-16 e sub-17”, explicou. “O Thiago realmente tem uma técnica diferenciada e, na categoria dele, é o melhor do país na posição, tanto que tem sido constantemente eleito o melhor pivô nos torneios pelo Brasil”, destacou.
Ricardo revelou que o trabalho, agora, será feito no sentido de que Thiago possa atuar em outras funções na quadra. “Atualmente, ele joga na posição cinco (pivô fixo, dentro do garrafão). Queremos fazer com que ele jogue mais como ala/pivô, mais aberto, e estamos trabalhando nesse sentido.”
Quem é ele
Nome: Thiago Randazzo
Data de nascimento: 8 de abril de 1994
Local: Curitiba (PR) – mudou-se para Brasília com 1 ano
Altura: 1,99m
Peso: 98kg
Posição: pivô
Clube: Lance Livre Minas Brasília
Times do coração: Universo BRB e Boston Celtics (NBA)
Ídolos no basquete: Michael Jordan, Kobe Bryant e Shaquille O’Neal
Principais resultados: campeão do Sul-Americano, em 2008, pelo Lance Livre Minas Brasília (eleito o melhor pivô da competição); campeão da Copa Minas, em 2008 (eleito o melhor pivô da competição); campeão da Copa Joinville, em 2009; campeão brasiliense das categorias sub-15 e sub-17, em 2009; Quinto colocado (com a Seleção) na Copa América sub-16, em 2009
Correio Braziliense, segunda-feira, 06/07/2009.
BASQUETE Lucas salta para o futuro
Rachel Vargas
Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
Lucas Moraes Data de nascimento: 24 de maio de 1992 Local de nascimento: Brasília Altura: 2m Peso: 98km Pé: 47 Clube onde joga: Lance Livre Títulos: Campeão sub-17 do DF, cestinha da competição e 3º colocado no Campeonato Brasileiro pela seleção de Brasília
As mãos grandes e largas se assemelham, na prática, às de Oscar Schmidt, um dos maiores jogadores de basquete do país em todos os tempos. Mas Lucas Moraes, de 17 anos, ainda tem um longo caminho pela frente para alcançar, um dia, as marcas do ídolo. Com pressa em vestir a camisa da Seleção Brasileira, o jovem brasiliense já segue os passos do Mão Santa. Sem se importar com as dificuldades financeiras que já o fizeram pensar em desistir do esporte, ele sua para correr atrás dos sonhos. “Quero ser profissional. E vou conseguir isso”, afirmou. A promessa começou a ser traçada com bola na cesta e ótimos resultados. O último foi o título de campeão brasiliense sub-17 anteontem, pelo Lance Livre, que também lhe rendeu o troféu de cestinha do campeonato.
Destaque nas quadras — foi eleito o melhor ala/pivô da Copa Minas (MG) e nos Jogos Regionais de Desporto Escolar (DF) —, Lucas teve que superar outros adversários para conseguir tocar a bola para frente. De família de classe média baixa, é morador do Recanto das Emas — cidade a 26km de Brasília — e cursa o 2º ano. Para conciliar estudo e esporte, dribla a falta de dinheiro. E conta que, para treinar, a ajuda financeira dos pais e do técnico foram essenciais. “A situação da minha família é complicada. Gastava R$ 10 de passagem por dia. Quando meus pais não tinham dinheiro para o ônibus, o Ricardo (técnico) me ajudava”, explica. A viagem até o Setor de Clubes Norte, onde treina no Minas Brasília, dura cerca de uma hora e meia. “É cansativo. Chega uma hora que pensamos em desistir. Quando se quer muito uma coisa, a gente corre atrás”, afirma.
O adolescente começou no basquete na educação física da escola, há quatro anos. A escolha se mostrou acertada. Com 2m de altura e calçando 47, Lucas chama a atenção não só pelo basquete. No fim do ano passado, foi convidado a integrar a equipe do Fluminense. A proposta incluía ajuda de custo, hospedagem, escola, alimentação e estrutura para treinamento. Além do tricolor, o Minas Tênis Clube, de Belo Horizonte, também o convidou a reforçar o elenco mineiro, mas Lucas resolveu ficar na capital.
Ele explicou que o técnico do Lance Livre, Ricardo Oliveira, alugou uma quitinete na 310 Norte para ele morar. “Ficou mais fácil. Tem semana que fico lá, noutras aqui (Recanto das Emas). Era longe para mim”, alega. E confessa que com o Universo — vice-campeão do Novo Basquete Brasil — em Brasília, as chances de chegar ao basquete profissional são maiores. “Aqui posso conseguir uma vaga no time. Já até treinei com eles no início do ano”, revela. A possibilidade de ficar perto da família foi decisiva para o jogador. “Aqui vou ter mais rendimento”, conclui.
Lance Livre é bicampeão
A equipe do Lance Livre Minas Brasília sagrou-se, ontem à noite, bicampeã brasiliense na categoria sub-15. O time do técnico Marco Aurélio Carvalho derrotou o Unidade Vizinhança, comandado por Andreza Almeida, por 64 x 40. O cestinha da final foi o pivô Thiago Randazzo, que recentemente foi convocado para a Seleção Brasileira sub-16. Thiago marcou 23 pontos. Pelo lado do Vizinhança, quem mais marcou foi o ala Vítor Melo, com 10 pontos.